sábado, 14 de maio de 2011

A NOSSA SENHORA DUCARMO

Lembro ainda quando apresentei-me na REN de Cacoal e então fui lotado na Escola Nossa Senhora Ducarmo. Você sabe que  a partir daquele momento passei acreditar que aquela escola era a minha cara.  Haviam muitos desafios a serem venciidos. Mas para minha surpresa as barreiras maiores eram barreiras que somente seriam superadas se todos grudassem nas cordas, soltassem  as algemas e fizessem da força a vontade para que aqueles pequeninos tão sofridos e esquecidos, do Riozinho, pudessem superar todas as dificuldades, mesmo com o desinteresse de suas famílias, e assim alcançarem o sucesso. Infelizmente começaram as frustrações. Os sonhos começara a se tornarem pesadelos. Só eu queria que aquelas crianças tivessem a oportunidade de um dia ter um futuro melhor. Sabe por que eu queria que issso acontecesse? Porque assim como todas  as crianças do Riozinho, eu também tive uma  infância sofrida por ser pobre de tal maneira que sequer podia sonhar em ter um brinquedo por simples que fosse. Os meus brinquedos  eu tinha que inventar. É claro que isso também me ensinou a construir coisas, mas e as crianças do Riozinho; será que elas aprenderam a construir coisas como eu? Que coisas elas aprenderam? Como eu gostaria de saber. Espero que meus queridos e queridas tenham se encontrado no mundo mágico do aprender a construir; aprender a conhecer; aprendera a saber; aprender a aprender. Espero que os profissionais entendam que as preocupações do e com o aprender não inicia e nem termina na escola, mas que a aprendizagem envolve toda a sociedade e que a educação não é mercadoria e nem prestação de favores a colegas e muito menos bombas para detonar as demais pesssoas, mas armas sim do diálogo e do desenvolvimento da sociedade.
Edenildo Barbosa

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